Crehnor Sul - Quem coopera sempre alcança

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dia 20 de Setembro e o início de uma República

Há exatos 179 atrás, tinha início na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, o movimento de Independência do nosso Estado, que se tornara livre de um Império opressor, prepotente e tirânico.

Esse movimento, conhecido como Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, perdurou por quase 10 anos, porém o espírito republicano ecoa alto até hoje em muitos gaúchos que vislumbram separar o Rio Grande do Sul do Brasil.

Mesmo uma grande parte da população acreditando ser utópico esse pensamento, eu tenho asserção de que no dia em que tivermos governantes que almejem esse ideal, conseguiremos finalmente a tão sonhada e aguardada liberdade.

Como escreveu magistralmente meu insigne compatriota filho de Piratini, Manoel Lucas de Oliveira, na noite de 10 de setembro de 1836, em sublime texto da Proclamação da República Rio-Grandense lido pelo tenente-coronel Joaquim Pedro Soares na manhã seguinte, “Em todos os ângulos da província não soa outro eco que o de Independência, República, Liberdade ou Morte”.

Vivemos séculos diferentes, no entanto realidades praticamente idênticas com as daquela época. Nosso Estado segue sendo a alma do Brasil, e infelizmente continua a ser desvalorizado por aqueles que se aproveitam de recursos, distribuindo os mesmos em estados centrais, como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, causando deste modo o mais completo repúdio de nós, rio-grandenses.

Enfim, minhas palavras serão proferidas ao vento, caso não explique seu significado. Pode-se dizer, que nosso sangue separatista celebra o memorável Dia 20 de Setembro de 1835, quando foi tomada a capital da província, Porto Alegre.

As indagações acerca da arbitrariedade do Império Carioca Brasileiro já estavam sendo feitas há algum tempo. O motivo de nossa revolução não foi apenas o alto custo do charque, couro e demais produtos exportados do Estado, tampouco esse era o objetivo que nos afligia.

Um presidente da província gaúcho e que lutasse em defesa do Rio Grande do Sul, pode ser considerada a maior reinvindicação da revolução, já que o Império Carioca nomeava para o cargo pessoas de outros estados, sem a mínima ideia dos anseios do povo gaúcho.

Foram por esses e muitos outros motivos, que na noite do dia 19 de setembro de 1835, os legalistas comandados pelo famigerado Bento Gonçalves da Silva, rumaram das proximidades da fazenda de José Gomes de Vasconcelos Jardim, então localidade conhecida como Pedras Brancas (atual município de Guaíba) em direção à Porto Alegre.

A tomada de Porto Alegre foi deflagrada ao anoitecer do dia 19 para 20 de setembro daquele ano, sendo tão impetuosa a vitória, que obrigou o presidente da província Antônio Fernandes Braga, a evadir para o porto do município de Rio Grande.

Comandados pelo capitão Gomes Jardim e Onófre Pires, cerca de duzentos soldados ficaram reunidos em um lugar estratégico, nas redondezas de um morro, ao  sul da Várzea. Ordenado por Pires, o Cabo Rocha e três subordinados foram vasculhar a área, deparando-se com monarquistas comandados pelo Visconde de Camamu, Comandante da Legião da Guarna Nacional da Comarca, na Ponte do Chico da Azenha. Ao ordenar um ataque, Rocha obrigou os caramurus a fugirem. Esta seria a primeira vitória dos legalistas, na memorável Batalha da Ponte da Azenha.

A comemoração de 20 de Setembro, além desta ser considerado o Dia do Gaúcho, deve-se principalmente a tomada de  Porto Alegre e a triunfante entrada de Bento Gonçalves da sede da província.

Até o momento a intenção era apenas depor o presidente, como assim foi feito. Isto tanto é verdade, que na falta dos três vice-presidentes, o  4º na linha de sucesso direta, Dr. Marciano José Pereira Ribeiro foi empossado no lugar de Braga, conforme escreve Bento Gonçalves ao regente Diogo Antônio Feijó, em carta datada de 12 de outubro de 1835.

No documento o qual transcrevendo-o em sua íntegra abaixo, Bento Gonçalves da Silva explica os motivos do movimento e as reivindicações que deveriam ser cumpridas pela Monarquia.

"Senhor. Em nome do povo do Rio Grande, depus o governador Braga e entreguei o governo ao seu substituto legal, Marciano Ribeiro. E, em nome do Rio Grande, eu lhe digo que, nesta província extrema, afastada dos corrilhos e conveniências da Corte, dos rapapés e salamaleques, não toleramos imposições humilhantes, nem insultos de qualquer espécie. O pampeiro destas paragens tempera o sangue riograndense de modo diferente de certa gente que por aí. 

Nós, rio-grandenses, preferimos a morte, no campo áspero da batalha, às humilhações nas saias blandiciosas do Paço do Rio de Janeiro. O Rio Grande é a sentinela do Brasil, que olha vigilante para o Rio da Prata. Merece, pois, mais consideração e respeito. Não pode nem deve ser oprimido por déspotas de fancaria. 

Exigimos que o governo imperial nos dê um governador de nossa confiança, que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos separaremos do centro e, com a espada na mão, saberemos morrer com honra ou viver com liberdade. 

É preciso que V.S. saiba, Sr. Regente, que é obra difícil, senão impossível, escravizar o Rio Grande, impondo-lhe governadores despóticos e tirânicos. Em nome do Rio Grande, como brasileiro, eu lhe digo, Sr. Regente, reflita bem, antes de responder, porque da sua resposta depende talvez o sossego do Brasil. Dela resultará a satisfação dos justos desejos de um punhado de brasileiros que defendeu, contra a veracidade espanhola, uma nesga fecunda da pátria, e dela também poderá resultar uma província ou a formação de um Estado novo dentro do Brasil". 

Prezados leitores, lembrem-se do dia 20 de setembro não pelo desfile temático e de cavalarianos, mas sim pelo feito das tropas republicanas, de pensamento tão avançado para época, que realmente defenderam nosso povo e nossos antepassados.

Viva ao 20 de Setembro! Viva a República Rio Grandense!

Tainã Valadão

"Os Loco lá da Fronteira" fazem sucesso em Piratini

Show da dupla César Oliveira e Rogério Melo reuniu milhares no centro de eventos.
Famigerados em todo o sul do país, a dupla César Oliveira e Rogério Melo não decepcionou na Primeira Capital da República Rio-Grandense, quando fez a apresentação final da noite de segunda-feira (15).

O número de sucessos de Oliveira e Melo é tanto, que seria praticamente impossível enumerá-los, contudo, vale destacar alguns, como: Os Loco lá da Fronteira, Apaysanado, Romance do Mascarado, Velório do Juca Torto, Prego na Bota, Cabanha Toro Passo, e Pra Bailar de Cola Atada.

Pirisca Grecco foi um coadjuvante de luxo para a dupla, que ao subir no Palco da Capital, deparou-se com milhares de expectadores a sua espera. A cada sucesso interpretado, o público fazia um coro e acompanhava a melodia imposta pelos músicos.

Mesmo não integrando mais o grupo, o instrumentista Marcelo Caminha deixou sua marca, ao fazer melodias magníficas, que com um simples solado ou dedilhado de violão, fazem o público identificar a canção que será tocada.

No camarim após o término do show, César e Rogério concederam entrevista ao Mundo Piratini, onde sublimaram sua participação na festa do município. "Cantar em Piratini traz uma energia e uma interação maravilhosa,  justamente por tudo que move o que nós cantamos e a Semana Farroupilha. Estar em Piratini é sempre uma honra, se não nos trouxerem, nós viemos por conta", enalteceu César Oliveira.

Rogério Melo, ressaltou o estilo musical proposto e como iniciou a carreira da dupla. "Nós cantamos a música de raiz. A gente se conheceu em um CTG, e partir daí começamos a criar amigos neste tempo de estrada. Temos dois grandes compositores, entre tantos outros, que são Rogério Villagran e Anomar Danúbio Vieira. Por isso eu digo que nós cantamos o canto e homem do campo em todas as suas formas", justificou. 

Assista abaixo, o vídeo da entrevista da dupla César Oliveira e Rogério Melo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Sorriso Lindo faz Porão Sertanejo "bailar"

 Festa contou com boa presença de público.
Na madrugada desta quarta para quinta-feira, o grupo musical Sorriso Lindo, de Araucária, Paraná, agitou o salão de festas Porão Sertanejo, com uma magnífica apresentação, que mesmo no meio da semana, reuniu um bom público.

O grupo foi fundado em agosto de 2009, e desde então virou referência no meio artístico do sul, tendo grande aceitação principalmente em festas ao vivo, devido ao seu estilo musical propício para dançar.

Ainda em 2009, Sorriso Lindo lançou seu primeiro CD, intitulado "Desafio". Atualmente além deste CD, o grupo ainda tem mais três obras autorais: Ao Vivo (gravado em Erechim/RS-2011), Fandangueiro (direcionado para bailes de CTG-2011), e o mais recente trabalho, 4º Episódio (2012).

A responsável pelo Porão, Nina Henck, destacou a qualificação dos músicos. "Esse pessoal viaja todo o país, tocando grandes sucessos. E felizmente, pudemos traze-los durante esta semana", enalteceu.

Nesta quinta-feira (18), será a vez do grupo Garotos de Ouro trazer novamente para Piratini o sucesso "O Barulho do Meu Relho", uma versão gaúcha do funk Lelek Lek.

Briga generalizada em saída de festa deixa piratinienses feridos

Menor e motorista de ônibus foram lesionados com facada e golpe de tijolo, respectivamente. 
Como costumeiramente acontece ao menos uma vez a cada mês, no sábado passado (13) um ônibus levou piratinienses para o salão de festas Tri Legal, que fica na localidade Alto Alegre, 3º distrito do município de Canguçu, próximo a divisa com Piratini.

Contudo, durante a madrugada nas dependências do estacionamento da festa, uma briga generalizada envolvendo canguçuenses e piratinienses deixou ao menos três pessoas com ferimentos. Duas destas de Piratini, porém a vítima mais grave é natural de Canguçu.

De acordo com informações angariadas com a Delegacia de Polícia de Canguçu, o jovem de iniciais V.M.M., de 16 anos, morador da localidade do Faxinal, 3º distrito de Canguçu, foi atingido por um tijolo na região do crânio, encontrando-se em estado de coma na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de Pelotas.

Os outros feridos são de Piratini, sendo um menor e o outro o motorista do ônibus que havia trazido os piratinienses. O menor C.G.C., 16 anos, foi atingindo por uma facada na região do tórax, todavia não teve gravidade o ferimento. Já o condutor do ônibus José Valdecir Pinto, de 41 anos, também foi lesionado na cabeça por um golpe de tijolo, no entanto não corre risco de morte.

Na mesma manhã do fato a titular da DP daquele município Paula Vieira e uma equipe da Seção de Investigação deslocaram-se até o local. As investigações já estão transcorrendo, entretanto as vitimas ainda não foram ouvidas até o momento.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Policial militar embriagado causa acidente na avenida 6 de Julho

Brigadiano de iniciais L.O.P., 46 anos, envolveu-se em colisão entre automóveis.
No sábado passado (14), um acidente envolvendo dois automóveis Volkswagen Gol, de cor branca, culminaram em um flagrante de embriaguez ao volante, lavrando para um policial militar, que encontrava-se alcoolizado.

O acidente aconteceu por volta das 19h45min, na avenida 6 de Julho, próximo ao hospital de caridade Nossa Senhora da Conceição de Piratini. O resultado do sinistro foram apenas danos materiais nos dois automóveis, contudo, o condutor de um deles foi autuado por estar dirigindo embriagado.

O fato inusitado e chamou atenção, é que este cidadão atua como policial militar no município. Com a falta do aparelho Etilômetro, popularmente conhecido como "Bafômetro", o médico plantonista do hospital atestou que o homem de iniciais L.O.P., 46 anos, estava embriagado.

Após o registro de ocorrência e serem feitos todos os trâmites legais na Delegacia de Polícia, L.O.P., pagou fiança estipulada e foi liberado, entretanto, sua carteira de habilitação foi apreendida pela autoridade policial.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

"Piratini é a única cidade no Estado que me apresento", revelou o cantor Délcio Tavares

Ênio Medeiros, Délcio Tavares e Mano Lima, foram atrativos da segunda noite.
A Semana Farroupilha de Piratini segue levando diariamente milhares de pessoas ao centro de eventos Erni Pereira Alves, onde são feitas as apresentações artísticas e culturais.

Na noite do domingo (14), a grande surpresa foi a apresentação do cantor Mano Lima, contratado de última hora pela organização. Lima e sua "Cadela Baia" despertaram a euforia no público, que aprecia o trabalho do artista.

Antes dele, outros dois shows também animaram os expectadores. Ênio Medeiros trouxe ao palco do Rio Grande seu repertório repleto de interpretações de músicas conhecidas de outros artistas, sem esquecer é claro, de cantar canções próprias, como "Bicho da Chuva".

Délcio Tavares, há exemplo do ano anterior, emocionou seu seleto porém não pouco número de admiradores. Uma pessoa de humildade e integridade inconstáveis, que defende o Rio Grande do Sul, entretanto, tão pouco valorizado no Estado.

No camarim, após seu show, Tavares explanou que estava muito feliz em estar novamente na primeira Capital Farroupilha, "A Semana Farroupilha de Piratini é especial em todos os sentidos. Tem um público gentil e carinho que nos carrega no colo. Vamos embora levando nosso coração cheio de alegria", descreveu.

Vestindo traje de um general farroupilha, foi impossível não indagar o cantor sobre o espírito republicano, se ele acredita na independência do Rio Grande do Sul. "Nós somos um país dentro do Brasil; nós temos uma cultura, uma identidade própria. Do Paraná para cá é um país diferente. Eu gostaria muito que separasse, que do Paraná para baixo fosse transformado na República do Pampa e acabar com essa sem-vergonhice que está daí para cima", sustentou.

Um tanto frustrado, mas sem perder a elegância, Délcio comentou que Piratini é a única cidade no Rio Grande do Sul em que ele se apresenta. "O único show no Estado foi em Piratini, o resto é no Paraná e Santa Catarina. Nos últimos 15 anos tem sido a única cidade do Rio Grande que lembra do Délcio Tavares na Semana Farroupilha", elucidou.

Confira abaixo, a entrevista em vídeo com o cantor Délcio Tavares.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Grave acidente deixa vitima fatal e ferido próximo ao trevo de acesso à Piratini

Empresário Celso Moisés Ferro teve morte instantânea com a colisão. 
Um acidente de trânsito envolvendo dois automóveis ceifou a vida de uma pessoa no final desta manhã, na altura do km 65 da BR-293, próximo ao trevo de acesso ao município de Piratini.

Conforme informações publicadas no blog Eigatimaula, de Pinheiro Machado, o acidente teria vitimado fatalmente o empresário pinheirense Celso Moisés Ferro, 72 anos, proprietário da Boate Refúgio, que conduzia um automóvel Tempra e chocou-se contra uma caminhonete S10.

Ainda de acordo com a fonte divulgadora, a pista permaneceu interrompida por cerca de 2 horas, até a chegada do Instituto Médico Legal (IML), formando um imenso congestionamento na rodovia. A Polícia Civil de Piratini também rumou ao local do sinistro, fazendo o registro do ocorrido.

O motorista da caminhonete teve as pernas esmagadas e foi encaminhado com urgência para o pronto-socorro de Pelotas.

Fotos: Gabriela Madruga

Atualizada às 16h59min - 15/09/14

domingo, 14 de setembro de 2014

Porão Sertanejo traz shows nacionais durante Semana Farroupilha

Neste domingo (14), a animação ficará por conta do grupo Candieiro, de Santa Catarina. 
Durante a Semana Farroupilha de 2014, o Porão Sertanejo de Piratini agraciará aos piratinienses e visitantes com grandes shows de nível nacional, que embalarão as madrugadas deste mês de setembro.

São duas pistas e mais uma praça de alimentação, onde existe um clima mais confortável para uma conversa mais íntima e descontraída. A animação das festas, está com um dos maiores promotores de festas que Piratini já viu, Paulo Fabiano Teixeira, o Paulinho do Porão.

Neste sábado (13), a banda Furacão do Forró lotou a 1ª pista, tocando músicas dançantes que animaram os presentes. Na 2ª pista, a música eletrônica e outros ritmos atingiram outro público, que também divertiu-se durante toda a madrugada.

Hoje (14), domingo, mais uma super atração fará com que o Porão Sertanejo tenha casa cheia. Vindos de Santa Catarina, o grupo Candieiro, o "Gigante da Vaneira", vai colocar todos "para dançarem até o amanhecer", como diria Paulinho.

Programação para próximas festas no Porão Sertanejo:
Quarta-feira (17): Sorriso Lindo
Quinta-feira (18): Garotos de Ouro
 Sexta-feira (19): Ipod
Sábado (20): Agora é pra Valer

Sessão magna é promovida por loja maçonica

Apresentações artísticas engrandeceram evento que teve presença da população.
Até os dias atuais, a importância da maçonaria nas grandes decisões do universo é incontestável. Contudo, muitas pessoas tem uma visão equivocada do sentido de existência da maçonaria, desferindo críticas sem embasamento sobre os trabalhos realizados por ela. 

Para aqueles que gostam ou tem vontade de conhecer um pouco melhor a sublime instituição maçonica, muitas lojas realizam sessões magnas, ou sessões brancas, como são popularmente conhecidas, onde qualquer pessoa pode fazer-se presente.

Em Piratini, existem duas lojas maçonicas, a Honra e Glória e a Rio Branco. Anualmente, durante a Semana Farroupilha, no último sábado antes do dia 20 de setembro, a loja Rio Branco efetua uma sessão magna, que além de visitantes, também atrai maçons de outros lugares.

A sessão deste ano ocorreu neste sábado (13), com o acompanhamento de veneráveis de lojas de outras cidades, como Pelotas e Rio Grande. Como acontece há quatro anos, uma comitiva de Brasília deslocou-se também até a cidade, para prestigiar os seus irmãos maçons.

A magnitude das apresentações realizadas na loja Rio Branco III, nº 24, foi motivo de elogio pelos expectadores. Além dos trabalhos de praxe realizados pela entidade, apresentações artísticas engrandeceram o resultado final da sessão.


O fato mais marcante da história para muitos rio-grandenses e principalmente para piratinienses republicanos, foi o tema celebrado neste ano. A Epopéia Farroupilha destacou-se por uma apresentação teatral, que retratou um encontro entre o general Bento Gonçalves da Silva e o então Barão de Caxias, Luiz Alves de Lima e Silva. 

Na encenação, foram lidos os termos do Tratado de Paz, ou Tratado de Poncho Verde, como ficara conhecido. Ali Caxias, o "Pacificador", lograva novamente êxito para apaziguar os ânimos republicanos, como já havia feito em outros estados do Brasil. Anteriormente, quando assumiu a província e se tornou chefe em armas, Lima e Silva adentrou o Rio Grande com 12.500 homens, para enfrentar o enfraquecido exército republicano, que contava apenas com 3.500 soldados, aproximadamente.

Um grupo musical interpretou renomadas músicas nativas do Rio Grande do Sul. Já Joseane Duarte, declamou um belo poema que arrancou calorosos aplausos dos expectadores.

A valorização e importância material e imaterial dos prédios históricos de Piratini, foi externada pelo professor de história Jimmy Carter Gonçalves, que destacou o espírito republicano que ecoa dentro de cada piratiniense.

Ao final, o venerável da loja Rio Branco III, Paulo Alberto Madruga Gomes, agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a sessão magna. 


sábado, 13 de setembro de 2014

Cristiano Quevedo encerra primeira noite da Semana Farroupilha

Grupo De a Cavalo e Edson Vargas também apresentaram-se no palco do Rio Grande.
O grande público nas dependências do centro de eventos Erni Pereira Alves na noite de ontem (12), confirmou o sucesso deste início de festividades farroupilhas em 2014. 

O primeiro show da noite foi do cantor Edson Vargas, que subiu ao palco do Rio Grande por volta das 20h30min. Vargas trouxe seu repertório próprio, cantando músicas como A Desculpa do Borracho, porém interpretando canções famosas de outros cantores, como História dos Passarinhos, do saudoso Gildo de Freitas.

Em seguida, foi a vez do grupo piratiniense De a Cavalo apresentar-se. Durante o show, foram interpretadas várias canções cantores tradicionais da música gaúcha e fandangueira, mas com a musicalidade e embalo próprio do De a Cavalo.

O grande show da noite, que todos os anos reúne milhares de pessoas, também não decepcionou. Já passava-se da meia noite quando o prata da casa Cristiano Quevedo subiu ao palco, no entanto, um grande público ainda o aguardava.

Quevedo cantou seus renomados sucessos, incluindo Contraponto, Gaúcho Coração e Bem na Porteira. Ele também enalteceu aos compositores da música Guri de Campo. "É uma grande honra para mim cantar uma composição de Juarez Machado de Farias e Diego Espíndola", sublimou.

O término da apresentação aconteceu por volta das 2 horas da manhã, contudo um grande número de expectadores ainda acompanhava seu show. Já no camarim, Quevedo comentou a sensação de cantar em sua cidade natal. "É muita alegria, pois estou em casa, com minha família e amigos. Sai daqui com um sonho na garupa de cantar, e hoje estou de volta", externou.

Cristiano detalhou sobre sua extensa agenda, impulsionada neste mês pelos festejos farroupilhas. "A partir de agora até o dia 21 vamos cruzar todo o Estado. No final do mês vamos para São Paulo representar o Rio Grande do Sul numa Semana Farroupilha fora de época", contou.

Confira abaixo, a entrevista em vídeo com o cantor Cristiano Quevedo.